terça-feira, 17 de junho de 2025

Chama!

Eis me aqui, posto que chama!

Tirado de uma estante, ao acaso, instante,
Um pai, não o Laio, viu de soslaio,
É nome dado ao que decifa,
Como diz Laerte, não enigmas,
E sim, poesia que este tange.

Me apresento, não como salvação!
Sou quatro linhas, retas em aberto:
Poeta, fotógrafo, motociclista, por amor,
Analista de TI, por dívida e pavor.

E se me permitir, ser sábio, fingir,
Que, na verdade, apenas rouba obviedades,
Sorvendo de uma taça, darei um tino:

Curta a vida, pois a vida é curta.

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Como mote, uma poesia que me apareceu no feed do Instagram (https://www.instagram.com/p/DLAANN-O6kB/). Me senti "chamado" a respondê-la com outra poesia.

Tal qual pobre poeta analista de TI como sou, hoje usei uma IA para analisar o texto e fazer pequenas correções. Recusei todas alterações mais drásticas. Usei apenas a ferramenta para colocar algumas palavras sinônimas, coisa que já pesquiso quando estou escrevendo (nem sempre acho um sinônimo melhor e usar IA me ajuda a encontrar mais rápido). 

"Curta a vida, pois a vida é curta" é uma frase que cunhei há anos, após ouvir do meu pai que deixou de curtir a vida como queria. Desde então, penso que devo curtir mais a vida.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

A nova religião


Patriota que leva a pátria no coração,
Não deveria ser cristão.
Deveria seguir a nossa religião.
Os deuses sagrados, antes da colonização:
Tupã, Guarai e Sumé.
Ou, quem sabe, escolher até
Das mais novas, por que não?
Umbanda ou Candomblé.

Qualé, mané! Vai dizer que não?
Deixa de ser um cuzão!
Tu é manipulado, feito de otário.
Nosso Brasil é maior que teu umbigo.
Por isso que lhe digo:
Tu não é patriota. É patriotário!

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Usei como mote esta psotagem: https://www.instagram.com/reel/DKAqe-JyHxX/

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Reação

Do lado de lá do espelho,
Quando acordo, me vejo:
Quando foi que virei reaça?

Nao mais me reconheço,
Onde antes eu era apreço, 
Agora sou tida como ameaça!

Não! 

Eu sou empatia, amor! 
Jamais me tornarei isso! 
Não quero propagar dor,
Ódio... mentiras... Fascismo!

Não! 

Fechos meus olhos, me lembro:
É apenas reflexo de um pesadelo. 
Sonhos ruins no mês de setembro. 
Vontade de quebrar o espelho... 

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Mote: uma tirinha da gloriosa Laerte. 
https://www.instagram.com/p/C8aZp2KvFsU/

sábado, 16 de março de 2024

Foto da moto

Foto é a desculpa pra sair de casa.
Foto de moto na garagem não tem graça.
Vamos simbora que a vida logo passa.
Deixar pra depois, é risco de ir de arrasta.
Pra me me ver feliz, pouco me basta:
Saúde, tanque cheio e uma boa estrada...

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Mote de uma postagem no Instagram, tipo meme: "você só faz foto dessa moto?"
Foto de uma viagem de moto do RN ao RS em 2017

terça-feira, 5 de março de 2024

Nave, ir, já.



Na ilusão do tempo
Curvatura do espaço,
Não me contenho,
E rapidamente escapo.

Viajo, paro, fotografo.
Isso é o que respiro.
A moto é meu escafo,
E navegar, eu preciso.

Minha mente inquieta, imaginando,
Sob a sombra da minha moto,
Linhas das estradas passando.

Desejo que rodar sem parar.
Pausando somente à noite,
E retomando ao dia clarear.

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Juro que não lembro mais de onde veio a inspiração dessa poesia. Provavelmente, desejo de viajar de moto.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

A gigante

Ouvi o lamento de uma pequena,
Falando, encolhida, num canto,
De um amor que nunca contenta.

Ao me aproximar dela,
Vi que não era de uma pequena
A voz que saia tão bela.

E lhe falei:

Ó mulher, veja que gigante és!
Há nesse coração apertado,
Espaço infinito para amares.

Erga-se! Vamos! E Sigamos!
No caminho há pedras, sim,
Insignificantes quando amamos.

E quando amamos alguém,
Lhe digo com certeza:
Somos amados também!

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Achei meia boca, poderia trabalhar mais na métrica e palavras, mas vai assim. O mote é um texto de uma fotografa que sigo no Instagram.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

A menina na janela.


 

Passando pelo meu ponto,
Lá vai ela, sentada na janela,
Deixando inspiração de pronto
Para uma poesia não tão bela.

Ora pois, como possível seria,
Tal poesia, descrever a beleza
Daquela menina que sorria
Tal qual alguém da realeza?

Não sou poeta, nem sei rimas.
As palavras que escreveria,
Seriam ásperas, como limas.

Jamais chegariam a altura.
Da jovem bela que sorria,
Com tamanha ternura.

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Inspirado na postagem de uma amiga que se filmou sentada à janela de ônibus.