sábado, 22 de janeiro de 2022

(A(mor)to)


Como posso ser teu amante, se me mantém tão distante
Como posso ser teu namorado, se mantém amarrado
Como posso ser contigo casado, se me mandas ficar calado.

Percebas que tua briga não é comigo.
Antes de casados, éramos amigos.
Sim. Mudamos. E o motivo, vos digo:

Brigas porque vês em mim, você.
Refletido no meu eu, é o teu ser.
E vais negar, pois, não queres crer.

Sinto muito, mas é essa é a verdade.
Você, antes, eras toda, apenas, saudade.
Agora, casados, saudade virou eternidade.

Atenta aos meus defeitos, esqueces dos teus.
Jogas minhas qualidades e virtudes no breu.
Tudo vira desculpa para você me dar um adeus.

Ah... paciência tem limite. Com você, já estourei.
Sim, mais de uma vez. Perdi a cabeça. Gritei: ei!
E disse coisas que, certamente, te magoei.

Cada lasca que cai do nosso coração,
Se não coladas, perdem-se pelo chão.
E, aos poucos, o amor termina no caixão.

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Aqui tem uma primeira parte escrita num momento, creio, de discussão. O resto veio bem depois, quando já se passou a briga e o motivo foi esquecido.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Quem tinha


Quentinha.
Quem tem, come.
Quem não tem,
Passa fome.

Mais de 50 milhões,
No Brasil, passam fome.
A causa? Um único homem.

Homem, não. Um Genocida.

Antes, a fome, não se tinha.
Ela foi erradicada, esquecida.

Mas uma família mesquinha,
Com seu o ódio e mentiras,
Tiraram do povo, a quentinha.

Felizmente, hoje, comer posso.
Por aqueles que não tem, choro,
Sabendo que só lhe restam ossos... 
 
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Criada quando eu almoçava no trabalho e pensava naqueles que não tem o que almoçar.