terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

A gigante

Ouvi o lamento de uma pequena,
Falando, encolhida, num canto,
De um amor que nunca contenta.

Ao me aproximar dela,
Vi que não era de uma pequena
A voz que saia tão bela.

E lhe falei:

Ó mulher, veja que gigante és!
Há nesse coração apertado,
Espaço infinito para amares.

Erga-se! Vamos! E Sigamos!
No caminho há pedras, sim,
Insignificantes quando amamos.

E quando amamos alguém,
Lhe digo com certeza:
Somos amados também!

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Achei meia boca, poderia trabalhar mais na métrica e palavras, mas vai assim. O mote é um texto de uma fotografa que sigo no Instagram.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

A menina na janela.


 

Passando pelo meu ponto,
Lá vai ela, sentada na janela,
Deixando inspiração de pronto
Para uma poesia não tão bela.

Ora pois, como possível seria,
Tal poesia, descrever a beleza
Daquela menina que sorria
Tal qual alguém da realeza?

Não sou poeta, nem sei rimas.
As palavras que escreveria,
Seriam ásperas, como limas.

Jamais chegariam a altura.
Da jovem bela que sorria,
Com tamanha ternura.

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Inspirado na postagem de uma amiga que se filmou sentada à janela de ônibus.