terça-feira, 22 de maio de 2018

Sou, vejo, vivo.


É tanto para escolher,
E tão pouco pra viver.
Como optar em ser?

Ser viajante, sem nunca ir distante
Ser leitor, de livros fixos na estante
Ser tudo, sendo pouco, só o bastante.

Sigo meu caminho, pelo meio.
Sentir dor, quando desvio, receio.
É estrada longa, infinda, de anseios.
Sempre seguir e um dia chegar, creio.

Tudo ao meu tempo, apenas sigo.
Não desisto, persigo, persisto.
Posto que, se ainda respiro,
Sou, sinto, e me vejo: vivo.

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