segunda-feira, 30 de maio de 2016

O que esperar da vida?



Amanhece o dia. Mais um.
O que espero hoje? Nada!
Apenas vivo o dia.
Hoje, mais um dia de aprendizados,
De lições da vida.
Mais uma alegria ou mais uma tristeza?
Logo saberei...

Ao fim do dia, o sol se vai, a noite esfria.
Talvez pare e pense no dia que tive,
No que aprendi, do que sorri (ou chorei).
Talvez eu esteja tão cansado de viver este dia,
Que apenas me deite e apague,
Acordando amanhã para um outro dia.

Aprendemos a marcar os dias, as datas especiais.
Hoje, não me parece especial.
Apenas um dia.
Mais um dia.
Seria este meu último dia?

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Escrito em 27/04/2004.
Aprendi a dizer "curta a vida, pois a vida é curta". Hoje pode ser o último dia da minha vida, então por que me privar de vivê-lo plenamente? De saboreá-lo? Deixe o medo de que algo ruim pode lhe acontecer de lado e vá em frente. Viva!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Solidão



Solidão
Sem seus
Sinto
Somente
...

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Escrito em 12/11/2004 e reflete bem um momento atual misto de tristeza e saudade. Hoje não estou só, mas sinto falta dos meus pais.

A leitura seria cíclica: ler e reler.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

"o céu já foi azul mas agora é cinza..."



Cinzas de um amor consumido, apagado
Cinzas de um corpo cremado, em sua urna.

Sob a lareira, urna e amor repousam
Impedindo o fogo aquecer minha sala,
Minha alma, meu coração, meu corpo.

Balançando na cadeira, fico pensando
Em quando deixarei esta sala vazia
Para ser um enfeite em minha lareira.

A chuva bate na janela, delicadamente,
Como lágrimas que caem sob a madeira
Insuficientes para apagar uma chama.

Com tempo, a chuva abranda o fogo
Lágrimas, apagando a chama da vida,
Finalmente, me transformando em cinzas.

Cinzas numa urna,
Ao lado da sua.

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Escrita em 13/07/2004, com um mote dado por "Lonelymoon" (Luciana), de uma  frase de Renato Russo na musica Fábrica.
Não lembro deste dia, mas provavelmente estaria chovendo.
Reeditei. Não estava gostando do original.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Voa, toque o sol


Pra ser artista não precisa de corpo,
Basta ter imaginação e vontade.
A ideia que surge num pequeno ovo,
Quebra a casca e ganha liberdade.

Voa baixo, sem jeito, desengonçado,
Um pequeno filhote de passarinho.
De beleza e paixão, se alimentado
Cresce para voar mais alto, sozinho.

Águia que paira imponente no céu
Olhos aguçados, veem cada detalhe
De repente, tudo claro, caiu o véu
Não há mais nada que lhe atrapalhe.

Voe, toque o Sol.
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Escrita em 22/02/2015 (atualizada). Sobre escrever poesias: ninguém começa por cima, "voando alto". Iniciamos num ninho, filhotes. A inspiração deve ser alimentada com amor e carinho. Com tempo, crescemos e voamos.
PS: republicando os textos, não resisto à tentação de pequenas alterações. Claro, há também as correções de ortografia que saíram na primeira versão e estou corrigindo agora.
PS2: o blogger tem dado problemas com a formatação do texto. Daí estou revisando as publicações anteriores.

terça-feira, 3 de maio de 2016

The Sphinx and the lighting

janela com gotas de chuva

Come, come, come.
Light the night
Roar the silence.

Come, come, come.
Rumble the roof
Shiver my spine.

Can't see you,
Can't rear you.
'Cos all my fear gone
Before you come.

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Escrito em  22/07/2015, numa inspiração após folhear um de poesias de Shakespeare.
A Esfinge representa, metaforicamente, o medo que sentimos do desconhecido. Ao nos deixarmos ser dominado por ele, deixamos de viver (somos devorado pela esfinge).