segunda-feira, 16 de maio de 2016

"o céu já foi azul mas agora é cinza..."



Cinzas de um amor consumido, apagado
Cinzas de um corpo cremado, em sua urna.

Sob a lareira, urna e amor repousam
Impedindo o fogo aquecer minha sala,
Minha alma, meu coração, meu corpo.

Balançando na cadeira, fico pensando
Em quando deixarei esta sala vazia
Para ser um enfeite em minha lareira.

A chuva bate na janela, delicadamente,
Como lágrimas que caem sob a madeira
Insuficientes para apagar uma chama.

Com tempo, a chuva abranda o fogo
Lágrimas, apagando a chama da vida,
Finalmente, me transformando em cinzas.

Cinzas numa urna,
Ao lado da sua.

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Escrita em 13/07/2004, com um mote dado por "Lonelymoon" (Luciana), de uma  frase de Renato Russo na musica Fábrica.
Não lembro deste dia, mas provavelmente estaria chovendo.
Reeditei. Não estava gostando do original.

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