segunda-feira, 25 de julho de 2016
Esqueçam-me!
Abraça-me, ó fria mulher.
Já não quero mais. Leva!
Deixa-me somente a carne,
Que putrefa, há de ficar.
Caros vermes, ei-me aqui.
Sirvo-lhes um banquete.
Deixem-me somente os ossos,
Que brancos, hão de ficar.
Senhor, passe rápido!
Deixe-me somente pó,
Que o vento, há de levar.
E se tiver sorte,
A Morte e o Tempo,
Me darão o que peço:
Esqueçam-me!
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Escrita em 12/04/2005. Eu deveria estar com muita raiva da vida pra ter escrito isso...
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